Táxi aéreo elétrico da Joby voa de JFK a Manhattan

Táxi aéreo elétrico da Joby Aviation realizou nesta semana um voo-teste de 14 minutos entre o Aeroporto JFK e o heliporto da West 30th Street, em Manhattan, marcando um passo decisivo para a futura operação comercial da empresa nos Estados Unidos.

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A aeronave de cabine oval, equipada com seis rotores basculantes e motor 100 % elétrico, decolou sem passageiros — apenas o piloto estava a bordo. O percurso seguiu pela orla do Brooklyn antes de rumar ao norte até o centro da ilha, pousando em segurança e chamando a atenção de autoridades que, mais de uma vez, citaram o desenho “Os Jetsons” para ilustrar o momento.

Táxi aéreo elétrico da Joby voa de JFK a Manhattan

Ainda assim, o trajeto simbólico evidencia o caminho regulatório que resta. Segundo Bonny Simi, presidente de operações da Joby, a companhia segue aguardando a certificação de tipo da Administração Federal de Aviação (FAA) para transportar passageiros. O processo ganhou nova variável com o eVTOL Integration Pilot Program, iniciativa da Casa Branca que busca acelerar a integração segura dessas aeronaves no espaço aéreo norte-americano, mas cujas regras finais ainda não foram definidas.

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Fundada em 2009 por JoeBen Bevirt, a Joby levantou centenas de milhões de dólares de investidores como Intel, Toyota e JetBlue. Entretanto, o modelo de negócio exige altos gastos em P&D e capacidade fabril: o balanço de 2025 apontou prejuízo líquido próximo de US$ 1 bilhão. Para gerar receita enquanto aguarda a liberação comercial, a empresa ampliou sua atuação para contratos de defesa e adquiriu a operadora de helicópteros Blade, além de firmar parcerias com Delta Air Lines e Uber.

Apesar da cautela da FAA, a Joby pretende lançar seu primeiro serviço de passageiros ainda em 2026, em Dubai, onde as exigências regulatórias foram consideradas menos complexas. Nos Estados Unidos, metas incluem rotas em Miami, Los Angeles — de olho nos Jogos Olímpicos de 2028 — e Nova York, onde a proposta é encurtar para menos de 10 minutos o trajeto até o JFK, atualmente feito de carro em cerca de uma hora.

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Segundo a empresa, o táxi aéreo elétrico é mais silencioso que helicópteros tradicionais, emitindo um ruído comparável a “folhas ao vento” e gerando zero emissões diretas. Ao todo, a frota já acumula mais de 50 mil milhas voadas em testes que combinam decolagem vertical e voo horizontal, sempre com piloto a bordo — estratégia que, de acordo com Simi, demonstra maturidade tecnológica e operacional à autoridade aeronáutica.

Embora ainda sem data para transportar passageiros em solo americano, o breve “whoosh” ouvido no Heliponto de Manhattan indica que a era dos táxis aéreos elétricos está cada vez mais próxima de sair do papel.

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Crédito da imagem: Photo: Owen Grove / The Verge

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