Mulheres iranianas: Trump diz ter evitado execuções

Mulheres iranianas: Trump diz ter evitado execuções — O ex-presidente dos Estados Unidos afirmou, na quarta-feira (22), ter conseguido a libertação de oito mulheres condenadas à morte no Irã por participarem de protestos contra o regime.
Na véspera, Donald Trump publicara no Truth Social um alerta sobre supostas execuções iminentes, acompanhado de uma colagem com oito retratos em luz suave. Usuários das redes sociais questionaram imediatamente a autenticidade das fotos, alegando que seriam geradas por inteligência artificial.
Mulheres iranianas: Trump diz ter evitado execuções
Poucas horas após o anúncio de Trump, a agência estatal iraniana Mizan rebateu a declaração. Segundo o veículo, algumas das manifestantes já haviam sido soltas, outras enfrentam penas de prisão — mas nenhuma estaria no corredor da morte. O comunicado também reforçou que Teerã não fez concessões ao ex-presidente norte-americano.
Especialistas confirmam que o mosaico divulgado por Trump é, no mínimo, AI-modificado. Mahsa Alimardani, diretora-associada do programa Technology Threats & Opportunities da ONG WITNESS, afirmou ao site The Verge que as mulheres retratadas existem, embora as imagens tenham recebido retoques digitais. Entre as identificadas estão Bita Hemmati, Mahboubeh Shabani, Venus Hossein-Nejad, Golnaz Naraghi, Diana Taherabadi e Ghazal Ghalandri. Hemmati, única com sentença capital confirmada, foi condenada pelo Tribunal Revolucionário de Teerã por “ação operacional para governo hostil”.
Os nomes de Panah Movahedi e Ensieh Nejati permanecem sem verificação independente. Fora Hemmati, não há registros oficiais de que as demais tenham recebido pena de morte.
A controvérsia ganhou tração quando a embaixada iraniana na África do Sul, conhecida por postagens satíricas, publicou uma colagem alternativa — também com traços de IA — para ironizar Trump. A mesma conta já havia sido apontada por autoridades israelenses como difusora de desinformação, evidenciando um ambiente em que fatos e manipulação digital se misturam.
Enquanto Washington e Teerã trocam acusações, seis das oito manifestantes são pessoas reais, presas durante protestos de janeiro. As discussões sobre IA e propaganda acabam obscurecendo a situação dos direitos humanos no país persa.
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