Processo contra MrBeast: ex-executiva relata assédio

Processo contra MrBeast movimenta os bastidores da indústria de conteúdo online após a ex-executiva Lorrayne Mavromatis acionar a Justiça norte-americana. A profissional, que ocupava cargo de chefia na Beast Industries, alega ter sido assediada por colegas homens, pressionada a trabalhar durante a licença-maternidade e demitida poucas semanas depois de retornar.

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O processo, protocolado na Suprema Corte do Condado de Nova York, descreve um ambiente “tóxico e masculino”, no qual mulheres sofreriam comentários depreciativos e avanços indesejados. Segundo a petição, Mavromatis era uma das poucas mulheres na diretoria antes de sua dispensa.

Processo contra MrBeast: ex-executiva relata assédio

No documento, a ex-executiva afirma que James Warren, primo de Jimmy “MrBeast” Donaldson e então CEO, solicitava reuniões particulares em sua residência e comentava sobre a aparência dela, dizendo que “sua beleza causava certo efeito sexual em Jimmy”. Ela relata ainda ter levado as queixas à então diretora de RH, Sue Parisher, mãe de Donaldson, mas recebeu resposta de que as denúncias eram “não comprovadas” e foi rebaixada logo depois.

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Outro ponto destacado é a inexistência de um manual corporativo tradicional. Em vez disso, circularia entre os funcionários o guia “How to Succeed in MrBeast Production”, que incluiria frases como “É normal os meninos serem imaturos”, “Se o talento quiser desenhar um pênis no quadro, deixe” e “Não existe desculpa para não cumprir a meta”. Há ainda orientações como “No Does Not Mean No” e “A quantidade de horas trabalhadas é irrelevante”.

Mavromatis também declara ter sido obrigada a desempenhar tarefas durante a licença-maternidade, violando leis trabalhistas dos Estados Unidos. A ação pleiteia indenização por danos morais, salários devidos e medidas para coibir novas práticas abusivas.

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Em resposta, a Beast Industries refutou as acusações. A porta-voz Gaude Paez classificou a denúncia como “busca por cliques” e afirmou possuir “registros de Slack, WhatsApp, documentos internos e depoimentos” que contradizem integralmente a narrativa. Segundo Paez, a empresa “não cederá a advogados oportunistas em busca de pagamento fácil”.

Não é a primeira vez que a companhia se vê às voltas com a Justiça. Em 2024, participantes do reality “Beast Games” já haviam processado MrBeast, alegando maus-tratos, negligência e assédio sexual durante as gravações.

Mais detalhes sobre a ação, incluindo o posicionamento completo da defesa, podem ser conferidos na cobertura do The Verge, veículo que teve acesso ao processo e às declarações de ambas as partes.

O caso segue em tramitação, sem data definida para audiência inicial.

Para acompanhar outras notícias sobre tecnologia e direitos trabalhistas no universo digital, visite a seção de Últimas Notícias em Eletronic Planet e fique por dentro dos próximos desdobramentos.

Crédito da imagem: Photo: Victoria Sirakova / Getty Images

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