Starbucks ChatGPT enfrenta críticas após falhas em pedidos

Starbucks ChatGPT estreou prometendo simplificar o “café de todo dia”, mas os primeiros testes de usuários mostram o contrário: a integração baseada em IA complicou um processo que, no aplicativo oficial, leva apenas quatro toques.
O jornalista David Pierce, editor do site de tecnologia The Verge, relatou que pedir seu habitual “Venti iced coffee com leite desnatado” transformou-se em uma maratona de cliques, menus ocultos e respostas confusas do chatbot. Após digitar “@Starbucks” e o pedido no ChatGPT, recebeu apenas uma descrição do produto, precisando navegar por um pop-up para personalizar tamanho e tipo de leite.
Starbucks ChatGPT enfrenta críticas após falhas em pedidos
Segundo Pierce, o processo consumiu mais tempo do que abrir o app oficial da Starbucks. A situação piorou quando tentou incluir a bebida da esposa, chamada vagamente de “fruity tea”. A IA sugeriu o “Iced Green Tea Lemonade”, opção incorreta. Somente ao lembrar o nome “Passion Tango Tea”, conseguiu avançar, novamente percorrendo telas para ajustar detalhes.
Enquanto montava o carrinho, o ChatGPT exibiu avisos de “limite de mensagens” na versão gratuita. Ao tentar finalizar a compra, o sistema errou a localização do usuário, listando lojas em outro estado. A tentativa de corrigir o endereço resultou no alerta “Oops! Something went wrong”, seguido do bloqueio total por exceder o número de interações permitido.
Reiniciar a conversa levou a uma frustração maior: o modelo menos avançado, habilitado após o bloqueio, informou que não podia concluir pedidos e passou a recomendar apenas o download do app oficial. Na avaliação do repórter, a conversa extensa não ofereceu nenhum benefício real de IA e transformou uma simples transação em um “verdadeiro pesadelo de café”.
A própria Starbucks sugeriu, em publicação no blog corporativo, comandos como “Recomende uma bebida que combine com meu look” ou “Quero algo aconchegante e com notas de noz”, recursos que o autor considera divertidos, mas pouco práticos. Para ele, o ideal seria uma agente inteligente que reconhecesse preferências e concluísse o pedido com um único comando — algo ainda distante da experiência atual.
Especialistas apontam que a falha expõe o desafio de aplicar chatbots a tarefas transacionais, nas quais agilidade e precisão superam a criatividade da conversa. Enquanto gigantes como Google testam agentes mais avançados, o caso Starbucks mostra que, por ora, a velha interface de botões continua imbatível para quem ainda nem tomou o primeiro gole do dia.
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Crédito da imagem: Starbucks
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