Nanoleaf aposta em robôs, IA e terapia de luz vermelha

Nanoleaf traça novos rumos ao anunciar a entrada em robótica, inteligência artificial embarcada e dispositivos de terapia de luz vermelha, estratégia que pretende reduzir a dependência do segmento de iluminação inteligente.

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O CEO e cofundador Gimmy Chu explicou que a popularização de padrões abertos, como Matter e Thread, barateou lâmpadas conectadas — hoje vendidas por menos de US$ 10 —, tornando o mercado “comoditizado”. Para diferenciar a marca, a companhia focará em bem-estar, eletrônicos assistidos por IA e brinquedos robóticos ainda em 2026.

Nanoleaf aposta em robôs, IA e terapia de luz vermelha

Segundo Chu, ao menos três produtos de “IA incorporada” chegarão às lojas até o fim do ano, incluindo um micro-robô controlado por firmware proprietário, um companheiro de mesa capaz de interagir com o usuário e um brinquedo educativo voltado ao desenvolvimento infantil. “Não queremos apenas colocar o ChatGPT dentro de alto-falantes, e sim criar hardware inteligente que faça algo útil”, afirmou.

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A guinada para o bem-estar começou em 2025, com o lançamento de uma máscara de terapia de luz vermelha que rapidamente se tornou um dos itens mais vendidos da empresa. De lá para cá, foram adicionados um painel e uma “varinha” de LED para tratamentos estéticos. Para 2026, estão previstos quatro novos aparelhos para rosto e corpo, agora com aquecimento e vibração.

Embora ceda espaço a novas categorias, a iluminação continua representando “80 a 90%” do faturamento da Nanoleaf. A marca garante que exibirá novos formatos de lâmpadas no IFA, em Berlim, e promete suporte ao Matter 1.4 nas próximas semanas, além de um dispositivo já compatível com a versão 1.5 do protocolo.

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O executivo também defendeu padrões abertos. Todas as luminárias da empresa possuem API pública, e Chu cogita liberar parte do código-fonte para estimular integrações com sistemas de IA. “Quanto mais aberto, mais útil para o usuário personalizar a iluminação do jeito que precisa”, declarou ele ao site The Verge, referência em tecnologia mundial.

No curto prazo, a empresa aposta que o know-how em cadeia de suprimentos de LED ajudará a oferecer terapias luminosas a preços inferiores aos praticados nos Estados Unidos, onde similares custam até três vezes mais.

Em um cenário de casas conectadas cada vez mais homogêneas, a diversificação da Nanoleaf indica que diferenciação e integração com IA podem ser fatores decisivos para manter relevância.

Para acompanhar outras tendências do setor de tecnologia doméstica, visite nossa editoria em Eletronic Planet e fique por dentro das últimas novidades.

Crédito da imagem: Nanoleaf

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