Ticketmaster é monopólio ilegal, decide júri nos EUA

Ticketmaster é monopólio ilegal, concluiu nesta quarta-feira (15) um júri federal em Manhattan, abrindo caminho para a possível divisão da controladora Live Nation-Ticketmaster.

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A decisão, noticiada pela Bloomberg, considerou a empresa culpada em três frentes: monopólio no mercado de venda de ingressos para eventos ao vivo, domínio sobre anfiteatros e prática de “venda casada” ao vincular promoção de shows ao uso de suas próprias casas de espetáculo.

Ticketmaster é monopólio ilegal, decide júri nos EUA

O veredicto representa uma vitória para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) e para 34 dos 40 procuradores-gerais estaduais que mantiveram a ação após seis semanas de julgamento. Diferentemente do acordo limitado obtido em 2020 pelo governo Trump, o processo atual busca a cisão completa do conglomerado. O juiz Arun Subramanian, porém, ainda poderá optar por medidas menos drásticas e determinará o valor das indenizações, com base na conclusão de que a Ticketmaster cobrou US$ 1,72 a mais por bilhete.

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Durante o julgamento, os jurados ouviram depoimentos do CEO da Live Nation, Michael Rapino, de artistas como Ben Lovett (Mumford & Sons) e do empresário de Drake, Adel Nur, além de concorrentes, entre eles executivos da SeatGeek, e ex-gestores de arenas como o Barclays Center, no Brooklyn. Segundo os estados, a companhia ameaçava retirar turnês de locais que não adotassem seu sistema de bilhetagem e dificultava a organização de roteiros de shows sem seus anfiteatros, considerados essenciais para grandes excursões nos EUA.

A Live Nation defendeu-se argumentando oferecer serviço superior e preços competitivos, declaração corroborada por alguns consumidores ouvidos. Entretanto, para o procurador-chefe interino do DoJ na área antitruste, Omeed Assefi, o resultado “é uma vitória fantástica para o povo americano”. Em comunicado, a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, classificou a decisão como “marco histórico”, afirmando que a empresa “vem lesando consumidores há anos”.

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Ex-líderes da divisão antitruste do DoJ, Gail Slater e Jonathan Kanter, elogiaram a atuação dos estados em mensagens publicadas nas redes sociais. Kanter afirmou que “a lei antitruste está viva e forte”. A Live Nation não comentou até o momento da publicação. Mais detalhes sobre possíveis recursos deverão surgir após a fase de definição das punições.

Entenda mais sobre o caso em reportagem do The New York Times, que acompanha os desdobramentos judiciais.

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Image: Cath Virginia / The Verge, Getty Images

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