FTC proíbe agências de publicidade de boicote político

FTC proíbe agências de publicidade de boicote político ao fechar um acordo preliminar com WPP, Publicis e Dentsu que veta ações conjuntas para excluir plataformas digitais devido a conteúdos políticos ou jornalísticos. A iniciativa, anunciada nesta terça-feira (15), também envolve oito estados norte-americanos e amplia a vigilância sobre o mercado publicitário por cinco anos.

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Na queixa apresentada, a Federal Trade Commission acusa as redes globais de violarem as regras antitruste ao adotar normas de “brand safety” que, na prática, puniam sites taxados de disseminar “desinformação”. Entre os mecanismos usados estavam fóruns como a extinta Global Alliance for Responsible Media (GARM), criada pela World Federation of Advertisers.

FTC proíbe agências de publicidade de boicote político

Pelo texto do acordo, as três holdings ficam proibidas de firmar pactos com outras agências para limitar compra de anúncios com base em posicionamento político, social ou editorial de veículos. Cada grupo deverá enviar relatórios anuais à FTC e nomear um monitor de conformidade independente pelos próximos cinco anos.

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A proposta surge poucas semanas após um juiz federal rejeitar, com prejuízo, processo semelhante movido pela rede social X (ex-Twitter), que alegava boicote coordenado. Na ocasião, o magistrado entendeu que as acusações não configuravam violação antitruste. Mesmo assim, o regulador manteve a ofensiva contra o que chama de “colusão ilícita” que distorceu “o mercado de ideias”, segundo o presidente da Comissão, Andrew Ferguson.

Organizações como NewsGuard, Global Disinformation Index (GDI), Check My Ads e Media Matters for America também são citadas na queixa por classificarem opiniões desfavoráveis como desinformação e pressionarem anunciantes a desmonetizar sites. A GDI, por exemplo, defendeu em artigo de opinião no Financial Times que sua atuação garante “transações plenamente informadas” e torna a internet mais segura.

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Dentsu afirmou, por meio do porta-voz Jeremy Miller, que segue “comprometida com transparência e integridade”. A WPP preferiu não comentar, enquanto a Publicis não respondeu. Já a NewsGuard declarou que suas avaliações são baseadas em padrões jornalísticos apartidários, “não em orientação política”.

No ano passado, a FTC impôs condição semelhante à fusão entre Omnicom e IPG, reforçando a linha dura contra restrições comerciais motivadas por viés ideológico.

Em síntese, o acordo busca restaurar a concorrência no ecossistema de notícias digitais e impedir nova cooperação que exclua plataformas por critérios políticos. Continue acompanhando as principais decisões que afetam o setor de tecnologia em nossa seção de Últimas Notícias e fique por dentro das próximas atualizações.

Crédito da imagem: The Verge

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