Imagem IA Trump Jesus volta a aparecer em post de Trump

Imagem IA Trump Jesus volta a aparecer em post de Trump ganhou novos contornos após o ex-presidente publicar, em 15 de abril de 2026, mais uma arte gerada por inteligência artificial no Truth Social. A ilustração mostra Donald Trump representado como Jesus Cristo, cercado por anjos, apenas horas depois de ele ter criticado o papa Leão XIV.

A postagem disparou críticas da direita religiosa: o comentarista conservador Rod Dreher declarou ao The Wall Street Journal que Trump “irradia o espírito do Anticristo, sem dúvida”. Mesmo assim, o ex-mandatário admitiu a repórteres — enquanto recebia um pedido da DoorDash — que foi ele quem fez o upload da imagem: “Pensei que fosse eu de jaleco médico”, disse.

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Imagem IA Trump Jesus volta a aparecer em post de Trump

Investigadores digitais notaram, porém, que a figura não era totalmente inédita. O usuário do X (antigo Twitter) S2_Underground apontou que uma versão parecida havia sido publicada pelo influenciador MAGA Nick Adams em fevereiro. Entre o arquivo original e o compartilhado por Trump, ocorreram mudanças curiosas: um soldado virou um ser alado sem rosto — interpretado nas redes como demônio —, a bandeira ganhou estrelas extras, jatos de combate apareceram deformados e os rostos, inclusive o de Trump, ficaram mais temerosos. Até o boné com a inscrição “VETERAN” virou algo ilegível, descrito por usuários como “የቹ፪ጮጎል”.

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A equipe de mídia social da Casa Branca manteve silêncio, mas fontes de campanhas anteriores lembram que Trump sempre teve a palavra final sobre o que publica. O histórico mostra que assessores raramente conseguem impedir conteúdos considerados polêmicos. Exemplo: a imagem foi removida — algo raro —, mas, na manhã de quarta-feira, o ex-presidente voltou a postar outra arte IA em que ele e Jesus se abraçam diante da bandeira dos EUA. “Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar, mas acho bem bonita!!!”, escreveu.

Reações e contexto político

A controvérsia chega num momento em que a relação de Trump com grupos religiosos é crucial para 2026. Especialistas avaliam que associar-se à figura de Cristo pode reforçar apoio entre fiéis, mas também arrisca alienar líderes conservadores que veem blasfêmia na prática.

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Enquanto isso, memes oficiais que utilizam trechos do documentário “Encounters at the End of the World”, de Werner Herzog, voltaram às pautas digitais. O cineasta classificou o uso pelo governo como “bizarro”, mas disse defender a liberdade de expressão, ainda que o contexto original tenha sido distorcido.

Em meio ao debate sobre ética e desinformação gerada por IA, plataformas sociais enfrentam pressão crescente para rotular ou limitar conteúdo sintético, sobretudo quando envolve figuras públicas em temas religiosos.

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Crédito da imagem: The Verge

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