Anthropic e OpenAI disputam eleições dos EUA com super PACs

Anthropic e OpenAI disputam eleições dos EUA com super PACs ao injetar dezenas de milhões de dólares em comitês independentes que miram candidatos ao Congresso nas eleições intermediárias de 2026.
A rivalidade das gigantes de inteligência artificial deixou o laboratório e ganhou as urnas. A Anthropic destinou US$ 20 milhões à rede bipartidária Public First Action, enquanto a OpenAI, por meio de investidores como Andreessen Horowitz e Palantir, abastece o Leading the Future com um orçamento estimado em US$ 100 milhões.
Anthropic e OpenAI disputam eleições dos EUA com super PACs
Embora legalmente proibidos de coordenar diretamente com campanhas, os super PACs de IA passaram a usar anúncios para promover seus interesses corporativos e, de quebra, atacar concorrentes. O caso mais recente envolve Alex Bores, democrata de Nova York defensor da regulamentação de IA, que desafiou o Leading the Future para um debate público antes da primária de 23 de junho. O comitê rejeitou comentar, mas a provocação reforçou a percepção de que o grupo opera como braço político não oficial da OpenAI.
O movimento de Anthropic e OpenAI ocorre em um ambiente de financiamento cada vez mais complexo. Segundo o The New York Times, organizações de “dark money” ligadas ao ex-presidente Donald Trump também preparam ofensivas contra comitês considerados “moderados”, como o próprio LTF, e já acumulam perto de US$ 100 milhões.
Além das disputas de caixa, o Congresso discute projetos que podem impactar diretamente a indústria, como a regulação de stablecoins e os mercados de previsão. Entre os lobistas escalados para audiências está Patrick McHenry, ex-presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara e agora sócio da Andreessen Horowitz, reforçando a ponte entre capital de risco e política pública.
Especialistas em financiamento eleitoral observam que, apesar da ausência de coordenação formal, o posicionamento público de candidatos como Bores permite que empresas se beneficiem indiretamente da propaganda paga. “O modelo amplia a influência corporativa sem expor diretamente as marcas”, avalia um analista ouvido pelo Regulator.
Nos próximos meses, a expectativa é de escalada nos gastos com mídia digital e peças negativas, à medida que Anthropic e OpenAI tentam moldar um Congresso mais favorável às suas agendas regulatórias.
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Crédito da imagem: Stephen Morton/Getty Images
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