Cabos Thunderbolt 5: entenda por que custam tão caro

Cabos Thunderbolt 5 dominam as prateleiras premium e podem custar várias vezes o valor de um cabo USB-C simples, apesar de utilizarem o mesmo conector.

O preço elevado causa estranheza, mas motivos técnicos e comerciais explicam a diferença: velocidades altíssimas, componentes internos ativos e um rígido processo de certificação.

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Cabos Thunderbolt 5: entenda por que custam tão caro

Tecnologia embarcada vai além do conector USB-C

Dentro de cada cabo Thunderbolt há circuitos que mantêm a integridade do sinal a longas distâncias. No padrão 5, a taxa chega a 80 Gbps bidirecionais, podendo saltar para 120 Gbps no modo boost enquanto recebe a 40 Gbps. Isso permite transferir 1 TB em minutos e alimentar monitores 8K ou painéis gamers de 540 Hz.

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Para evitar interferências nessas velocidades, modelos acima de um metro usam chips retimers que “limpam” o sinal no percurso. Além disso, a maioria dos cabos Thunderbolt 5 entrega 140 W via USB Power Delivery, e alguns alcançam 240 W. Já o padrão anterior, Thunderbolt 4, mantém 40 Gbps e 100 W, superando de longe a maioria dos cabos USB 2.0 ou mesmo USB 3.2 Gen 2 (10 Gbps).

Certificação Intel influencia o preço final

Todo cabo que exibe o raio da marca Thunderbolt passa por testes de validação conduzidos pela Intel, dona da tecnologia criada em parceria com a Apple. O processo garante que a promessa de velocidade, entrega de energia e retrocompatibilidade seja cumprida, mas adiciona custos que chegam às lojas.

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Existe a opção de cabos não certificados ou USB4, que derivam do Thunderbolt 3 e alcançam de 40 Gbps (USB4) a 80 Gbps (USB4 v2). Eles podem atender usuários que não precisam de recursos como cadeia em série de dispositivos ou suporte a eGPUs, mas não oferecem a garantia da chancela Intel.

Economia de escala favorece o USB-C comum

O consumidor médio só necessita de cabos para carregar o celular ou mover arquivos leves. A demanda massiva por modelos simples, somada à fabricação menos complexa, derruba os preços desses “dinossauros” USB-C. Quando se adiciona a tecnologia avançada e a certificação Thunderbolt à equação, o valor mais alto torna-se compreensível.

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Para conhecer detalhes técnicos sobre o padrão, o site da Intel explica o funcionamento do Thunderbolt e a diferença entre as gerações.

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Crédito da imagem: Engadget

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