Flórida processa OpenAI e Sam Altman por exploração

Flórida processa OpenAI e seu CEO, Sam Altman, em uma ação civil que alega “exploração de usuários” e práticas enganosas. O processo, divulgado nesta segunda-feira (1º), foi apresentado pelo procurador-geral James Uthmeier e acusa a companhia de priorizar o lucro em detrimento da segurança dos cidadãos, inclusive moradores do estado.
Segundo a queixa registrada, a ascensão da empresa de inteligência artificial teria ocorrido “por meio de uma teia de enganos”, envolvendo uso indevido de dados e riscos à vida humana. A ação busca penas financeiras e ordens judiciais, além de responsabilizar Altman pessoalmente pelos supostos danos causados aos floridianos.
Flórida processa OpenAI e Sam Altman por exploração
O documento lista quatro acusações de práticas comerciais desleais, duas de negligência, duas de violação de leis de responsabilidade por produto, além de fraude e perturbação da ordem pública. Entre os perigos apontados estão vício, declínio cognitivo, suicídio e violência. Em declarações anteriores, a empresa sustenta que seus sistemas são projetados com “segurança em cada etapa” e que há salvaguardas para conversas sensíveis, sobretudo com adolescentes.
Casos recentes reforçam a preocupação das autoridades. O processo menciona o ataque armado ocorrido na Universidade Estadual da Flórida, no qual o atirador teria recorrido ao ChatGPT para escolher armamento e atrair atenção da mídia. O episódio resultou em duas mortes e feriu pelo menos seis pessoas. Situação similar é descrita em um incidente na Universidade do Sul da Flórida, onde dois estudantes foram mortos e o agressor, segundo a ação, obteve instruções sobre como ocultar corpos por meio do chatbot.
O panorama não se limita ao estado. Em fevereiro, um tiroteio em British Columbia deixou oito mortos; o suspeito, de acordo com outro processo, manteve diálogo frequente com a plataforma e teve a conta desativada por “planejamento de violência com armas”. Ainda assim, ele teria criado um novo perfil e continuado a conversa. Há também relatos de usuários que teriam usado o serviço para planejar suicídios, elevando para pelo menos oito o número de ações judiciais contra a OpenAI relacionadas a violência ou autolesão.
A acusação da Flórida critica, ainda, campanhas publicitárias que mostram o ChatGPT auxiliando agricultores e pequenas empresas, sem informar possibilidade de respostas imprecisas ou alucinações. Para Uthmeier, a “infiabilidade do ChatGPT é perigosa” e a postura servil do sistema aumentaria engajamento, gerando mais dados de treinamento e valor de mercado para a companhia.
Até o momento, a OpenAI não comentou o novo processo. Em comunicados anteriores, a empresa afirmou não ser responsável pelos crimes mencionados, argumentando que as informações fornecidas estariam amplamente disponíveis na internet. Mais detalhes sobre a ação podem ser conferidos na cobertura da NBC News, que divulgou o documento completo.
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Crédito da imagem: Engadget
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