Moratória de data centers em Seattle recebe apoio da Amazon

Moratória de data centers em Seattle será decidida nesta terça-feira (9) pela Câmara Municipal, que analisará a suspensão de novos projetos por 12 meses.

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A proposta surge dois meses depois de quatro empresas terem apresentado planos para erguer cinco centros de grande porte, com demanda total de 369 MW — cerca de um terço do consumo médio diário da cidade. O debate ganhou força quando engenheiros, desenvolvedores e outros trabalhadores da Amazon se juntaram a dezenas de moradores para defender o congelamento temporário.

Moratória de data centers em Seattle recebe apoio da Amazon

Em duas audiências públicas, integrantes do grupo Amazon Employees for Climate Justice alertaram para o impacto ambiental dos centros de dados. A engenheira de software sênior Liesl Wigand afirmou que a cultura de “IA a qualquer custo” ignora o volume de recursos exigidos pela tecnologia. Ela pediu regras que obriguem o uso de energia 100% renovável adicional e comitês de segurança voltados à inteligência artificial.

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Os novos complexos consumiriam dez vezes mais energia que os 30 data centers já existentes, segundo o Seattle Times. Além da eletricidade, moradores citaram ruído, aumento na conta de luz e possível deslocamento de residências unifamiliares. Há ainda preocupação com o uso de água em sistemas de resfriamento.

Durante a sessão do comitê de Uso do Solo, o engenheiro Patrick Schloesser sugeriu que os desenvolvedores revelem a identidade por trás de empresas de fachada e forneçam energia renovável equivalente ao consumo dos centros. Ele também propôs taxação em caso de demissões e a criação de conselhos de trabalhadores que reportem riscos de IA à prefeitura.

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Críticos lembram que, se toda a documentação for protocolada antes da votação, os projetos poderão avançar mesmo com a moratória. Para evitar brechas, ativistas desejam que o município determine limites claros sobre infraestrutura, tarifas de serviços e saúde pública durante o ano de pesquisa previsto no texto.

Casos semelhantes em outras regiões mostram que a mobilização local pode funcionar: a Assembleia de Nova York aprovou recentemente pausa de um ano para grandes data centers, aguardando sanção da governadora. Para Schloesser, o investimento de US$ 200 bilhões da Amazon e US$ 190 bilhões da Microsoft em IA em 2026 evidencia a urgência das gigantes, o que, segundo ele, confere “poder de barganha” a Seattle.

A decisão de hoje pode definir se a cidade estabelecerá padrões ambientais antes de novos projetos ou se seguirá o ritmo acelerado da corrida pela capacidade computacional.

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Crédito da imagem: Cath Virginia / The Verge, Getty Images

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