Modelo de IA Omni do Google gera vídeos quase reais

Omni do Google, novo modelo de inteligência artificial apresentado na Google I/O 2026, promete transformar qualquer entrada — foto, vídeo ou texto — em clipes realistas gerados por IA.

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A primeira versão liberada, chamada Omni Flash, já está disponível na plataforma de edição de vídeo por IA Flow e sucede o modelo Veo. Segundo testes da jornalista Allison Johnson, Omni aprimora consistência de personagens e incorpora mais “conhecimento de mundo” em relação ao antecessor.

Modelo de IA Omni do Google gera vídeos quase reais

Na prática, Omni permite que o usuário envie um vídeo de referência, adicione um prompt em texto e receba uma nova cena criada artificialmente. O sistema também aceita instruções para ajustes posteriores, como alterar enquadramentos ou enfatizar expressões faciais. Cada geração ou edição, porém, consome créditos: de 15 a 40 por clipe inicial e 40 por rodada de revisão. No plano AI Pro, com mensalidade de US$ 20, o usuário recebe 1 000 créditos; após 20 clipes e algumas edições, restaram apenas 145 à repórter.

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Em testes com o bichinho de pelúcia “Buddy”, o modelo acertou no tom lúdico, mas exibiu erros típicos de IA, como objetos mudando de forma e orientações corporais incoerentes. Ao adicionar criatividade livre para uma “viagem tropical”, Omni fez Buddy trocar um pote de mel por uma garrafa d’água e depois por um frasco de mel novamente, demonstrando limitações na continuidade visual.

Outro ponto forte divulgado pela empresa é a capacidade de inserir elementos sintéticos em vídeos reais. Para verificar essa promessa, Allison Johnson gravou um selfie neutro e solicitou cenários diversos, da frente da Torre Eiffel a uma cabine de avião. O resultado foi convincente o bastante para enganar observadores casuais, embora apresentasse falhas sutis, como sons metálicos artificiais e duplicação de figurantes.

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Apesar do avanço sobre o Veo 3, Omni continua preso ao “vale da estranheza”. Pequenos artefatos — garfos que ressoam demais, cabelos que desaparecem ao virar de cabeça — ainda entregam a geração automática. Mesmo assim, a facilidade para criar deepfakes fidedignos preocupa: bastam uma conta Google, cartão de crédito e alguns cliques para parecer que se está jantando em Paris ou voando rumo ao Havaí.

Para mais detalhes técnicos, consulte a análise completa publicada pelo site The Verge, que acompanhou o anúncio durante o Google I/O 2026.

Omni mostra que, embora o “ponto de singularidade” ainda pareça distante, as ferramentas de edição por IA estão rapidamente encurtando o caminho entre imaginação e vídeo final — a um custo que mistura créditos, processos iterativos e, sobretudo, responsabilidade ética.

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Imagem: Gemini / The Verge

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