Filme Backrooms mostra futuro do cinema na internet

Filme Backrooms chega às salas de exibição como prova viva de que a internet se consolidou como principal berço de novos cineastas. Aos 17 anos, o norte-americano Kane Parsons saiu diretamente do YouTube para assinar a direção do longa, produzido pelo estúdio A24, após seu curta homônimo de 2022 atingir quase 80 milhões de visualizações.

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O resultado impressiona não apenas pelo feito histórico — um adolescente comandando uma produção mundial —, mas também pela qualidade do terror apresentado. A atmosfera de tensão, sustentada por cenários que mesclam nostalgia e desconforto, confirma que o talento cultivado online pode competir em pé de igualdade com veteranos de Hollywood.

Filme Backrooms mostra futuro do cinema na internet

Parsons trilha o mesmo caminho de outros criadores digitais que migraram para o cinema tradicional, como os irmãos Philippou (de “Bring Her Back”) e o youtuber Markiplier, responsável por “Iron Lung”. Essa transição de telas pequenas para telonas repete um movimento histórico: nos anos 1940 e 1950, diretores como Sidney Lumet e Arthur Penn vieram da televisão; nas décadas seguintes, nomes como Ridley Scott e David Fincher despontaram em videoclipes e comerciais.

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No enredo, um dono de loja de móveis recém-divorciado, interpretado por Chiwetel Ejiofor, encontra um portal para um labirinto de corredores fluorescentes — os Backrooms — no porão de seu prédio. Obcecado por mapear o lugar, ele se alia à terapeuta vivida por Renate Reinsve, que procura um paciente desaparecido. Embora os personagens sirvam mais como condutores da trama do que como protagonistas marcantes, o filme vence ao manter o mistério: jamais explica a origem daquele espaço liminar, permitindo que o espectador preencha as lacunas com seus próprios medos.

Em entrevista citada pelo Engadget, críticos destacam que a experiência coletiva do susto — sobretudo entre adolescentes — reforça a eficácia do terror de Parsons. Filmado em 4K, o longa abandona parte da estética VHS dos curtas originais, mas ganha em escala e imersão ao colocar atores reais frente a frente com cenários cada vez mais desconcertantes.

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O surgimento de Backrooms reforça uma tendência: futuros diretores podem surgir de qualquer smartphone conectado. Plataformas de vídeo oferecem ferramentas acessíveis para aprender efeitos, narrativa e edição, acelerando trajetórias que antes levariam anos em escolas de cinema ou sets de filmagem tradicionais.

Essa democratização, ainda vista por alguns como “cringe”, representa, na prática, a renovação necessária para que a indústria cinematográfica se mantenha relevante. Se novos Stevens Spielbergs nascerem no TikTok, tanto melhor para quem ama a sétima arte.

Para conhecer outras inovações que estão transformando o entretenimento, visite nossa seção de Últimas Notícias e continue acompanhando nossos conteúdos.

Crédito da imagem: Engadget

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