Preços de computadores disparam com falta de memória

Preços de computadores estão em alta e surpreendendo consumidores que procuram atualizar seus equipamentos. A combinação de escassez de memória RAM e SSDs, impulsionada pela corrida de gigantes da tecnologia por data centers de IA, levou Apple, Microsoft e Valve a anunciarem reajustes significativos nesta semana.
A Valve abriu a série de aumentos ao revelar, enfim, o preço do Steam Machine. O PC em formato de console, com desempenho próximo ao PlayStation 5, parte de US$ 1.049 na versão básica com 512 GB, valor quase o dobro do console da Sony. O kit com controle oficial acrescenta US$ 79 e o modelo com 2 TB eleva a conta em mais US$ 300, atingindo US$ 1.428.
Preços de computadores disparam com falta de memória
Na Microsoft, a tentativa de manter a linha Surface acessível resultou em cortes de especificações. O novo Surface Pro de 12 pol. custa US$ 849 e o Surface Laptop de 13 pol., US$ 949, mas ambos agora trazem apenas 8 GB de RAM, metade da geração anterior. Mesmo assim, continuam acima dos antigos valores de entrada, que já haviam subido para US$ 1.049 e US$ 1.199.
A Apple seguiu a mesma trilha: MacBooks, iPads, HomePod e Apple TV passaram por aumentos generalizados. O MacBook Neo, elogiado quando chegou a US$ 599, agora começa em US$ 699. Em nota ao Bloomberg, a companhia atribuiu os reajustes ao maior custo de componentes, classificando a pressão como “sem precedentes”.
Até mesmo a divisão Xbox foi afetada. A Microsoft elevou o preço do Xbox Series S em pelo menos US$ 100, passando a US$ 499,99. Segundo a empresa, memória e armazenamento para consoles ficaram 2,5 vezes mais caros e poderão dobrar novamente até o outono de 2027.
Especialistas apontam a construção acelerada de data centers de IA como responsável pelo cenário atual. Empresas dispostas a pagar prêmios por lotes de memória competem diretamente com fabricantes de PCs e consumidores finais. Em entrevista ao PC Gamer, o engenheiro da Valve, Yazan Aldehayyat, resumiu o dilema: se a companhia recusa os preços oferecidos, “os fornecedores não voltam a falar conosco”.
Com a demanda corporativa em ritmo recorde e a oferta limitada, analistas não veem alívio no curto prazo. Para quem precisa de um novo computador, tablet ou console, a recomendação é pesquisar, comparar e, se possível, adiar a compra até que o mercado encontre equilíbrio.
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Crédito da imagem: Antonio G. Di Benedetto / The Verge
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