Google Health estreia e usuários pedem retorno do Fitbit

Google Health chegou oficialmente para substituir o aplicativo Fitbit, mas a recepção inicial é marcada por queixas sobre interface, navegação e excesso de mensagens do assistente de inteligência artificial (IA).

O novo app foi lançado junto com o smartwatch Fitbit Air e reorganiza dados de passos, sono e exercícios em blocos menores, dedicando grande parte da tela às interações com o “coach” de IA. Nas redes sociais, usuários relatam frustração por não conseguir exibir todos os painéis de uma só vez.

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Google Health estreia e usuários pedem retorno do Fitbit

No Reddit, tópicos populares reclamam da impossibilidade de remover a janela “Ask Coach”, que ocupa o centro da página. Um post resume o descontentamento: “Por que preciso rolar parágrafos de mensagens motivacionais antes de ver meus dados de corrida?”. Já no fórum de suporte do Google, outro usuário descreveu o aplicativo como “uma grande decepção e perda de tempo”.

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AI divide opiniões entre praticidade e distração

Embora muitos solicitem o retorno do aplicativo Fitbit clássico, há quem aprove o novo recurso. Comentários elogiam a capacidade do chatbot em montar treinos moderados para a academia do escritório ou atualizar registros de sono ausentes via conversa. Ainda assim, a maior parte dos relatos destaca que o fluxo de navegação se tornou mais longo para acessar informações simples como calorias queimadas ou dias de exercício.

Reorganização de menus dificulta acesso a estatísticas

Para visualizar históricos de remo, por exemplo, é preciso tocar na aba “Health”, rolar até “Fitness” em “Focus areas” e então abrir “Exercise days”. No app anterior, bastava deslizar a tela inicial. Segundo uma página de suporte, usuários com wearables compatíveis desbloqueiam abas extras de “Fitness” e “Sleep”, mas quem utiliza relógios de terceiros, como o Nothing Watch Pro 3, não tem os atalhos liberados.

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Google sinaliza futuro suporte a dispositivos de terceiros

Em entrevista recente ao The Verge, o executivo Rishi Chandra afirmou que o objetivo é ampliar a compatibilidade, embora não haja prazo definido. Até lá, a única forma de reduzir a presença do chatbot é desativá-lo nas “Feature Privacy Controls”, sem possibilidade de remover o bloco do feed.

Apesar das críticas, o Google mantém a aposta em personalização via IA, defendendo que dicas de bem-estar contextuais ajudarão usuários a atingir metas de forma mais eficiente.

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Imagem: Google

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