Suno viola direitos autorais com covers de IA

Suno viola direitos autorais com covers de IA ao permitir que faixas protegidas sejam transformadas em novas músicas quase idênticas às originais, segundo reportagem publicada em 5 de abril de 2026.
A plataforma de música generativa afirma proibir material protegido, mas testes revelaram que pequenos truques — como alterar a velocidade no Audacity ou inserir ruído branco — bastam para enganar os filtros. Com isso, usuários conseguiram criar versões muito próximas de “Freedom”, de Beyoncé, “Paranoid”, do Black Sabbath, e até “Barbie Girl”, do Aqua.
Suno viola direitos autorais com covers de IA
O processo exige acesso ao Suno Studio, disponível no plano Premier de US$ 24 por mês. Após o upload disfarçado, o sistema usa a faixa como semente e reproduz a instrumentação quase intacta. O modelo 4.5 tende a manter o arranjo original, enquanto a versão 5 acrescenta elementos como guitarras mais agressivas ou pianos saltitantes, mas ainda preserva a estrutura fundamental.
Mesmo as letras são vulneráveis. Copiar o texto oficial de sites como Genius costuma ser barrado, mas pequenas trocas ortográficas foram suficientes para liberar vocais que imitam com precisão vozes como a de Beyoncé ou Ozzy Osbourne. Artistas independentes, com menos visibilidade em gravadoras e serviços de distribuição, são ainda mais suscetíveis: faixas de Matt Wilson, Car Colors e Claire Rousay passaram pelos filtros sem qualquer alteração.
Especialistas temem que esses covers sejam exportados e enviados a serviços de streaming, gerando receita sem o pagamento das devidas royalties. Segundo o Spotify, a plataforma mantém sistemas automatizados e revisão humana para detectar duplicatas, mas admite que o volume crescente de “slop” de IA é um desafio constante (confira detalhes no relato original do The Verge).
Casos recentes comprovam o problema. A cantora folk Murphy Campbell encontrou versões artificiais de seu repertório no próprio perfil do Spotify, situação resolvida apenas após forte mobilização online. William Basinski e King Gizzard & The Lizard Wizard também já tiveram imitações publicadas sem autorização.
Enquanto serviços como Deezer e Qobuz reforçam barreiras contra spam de IA, o silêncio da Suno deixa artistas sem resposta clara sobre como proteger sua obra.
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Crédito da imagem: Cath Virginia / The Verge, Getty Images
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