Brendan Carr nega ameaça a licença de emissoras sobre Irã

Brendan Carr licença de emissoras tornou-se assunto nacional depois que o presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC) foi acusado de ameaçar retiradas de concessões por causa da cobertura da guerra no Irã. Em conversa com jornalistas após evento organizado por FGS e Semafor, Carr disse que “nunca pretendeu” vincular licenças a notícias sobre o conflito.
Segundo o comissário, o episódio começou em 14 de março, quando ele republicou, no X (antigo Twitter), a imagem de uma postagem de Donald Trump no Truth Social. No comentário, Carr escreveu que emissoras que disseminam “hoaxes e distorções” deveriam “corrigir o rumo” antes das renovações. A mensagem foi interpretada como pressão contra reportagens desfavoráveis à ação militar dos EUA no Oriente Médio.
Brendan Carr nega ameaça a licença de emissoras sobre Irã
“Minhas palavras não tinham relação com o Irã; eu estava falando de fake news”, afirmou o dirigente, acrescentando não haver planos concretos de cassar outorgas. Ainda assim, manteve a ressalva: “Talvez façamos, talvez não, como diria o chefe”, reforçando que só veria razão para intervir em casos de “hoax ou distorção noticiosa” que fira o interesse público, requisito legal para a manutenção do serviço de radiodifusão nos Estados Unidos.
Não é a primeira vez que Carr menciona possíveis punições. Em 2025, ele criticou a exibição do comediante Jimmy Kimmel; à época, a Disney suspendeu brevemente o programa, o que o próprio Carr negou ter solicitado. Agora, o republicano volta a dizer que aplicar a lei “de forma neutra” é seu único objetivo.
Durante o mesmo evento, Carr defendeu outra decisão recente da FCC: a proibição de roteadores fabricados fora dos EUA, medida adotada após a Suprema Corte limitar a deferência judicial às agências reguladoras. Para ele, o risco de ações judiciais contra a regra “é insignificante”.
O comissário também comentou a mudança de postura de plataformas como X e Meta em relação à moderação de conteúdo, que, segundo ele, reduziu a necessidade de novas leis. Mesmo assim, sustentou que a regulação continua justificável quando há abuso de poder de mercado que “sufoque a liberdade individual”.
Questionado se estaria “politizando” os instrumentos da FCC, Carr respondeu que prefere aplicar a legislação “de maneira igualitária”, criticando democratas que, em sua visão, teriam usado o órgão para fins partidários.
Para mais detalhes sobre a atuação da FCC, consulte a cobertura do jornal norte-americano The New York Times, referência em política de telecomunicações.
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Crédito da imagem: Cath Virginia / The Verge, Getty Images
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