Proibição de roteadores estrangeiros entra em vigor nos EUA

Proibição de roteadores estrangeiros passou a valer nos Estados Unidos após decisão da Comissão Federal de Comunicações (FCC) divulgada em 23 de março de 2026. O órgão determinou que nenhum novo roteador residencial fabricado fora do território americano poderá receber autorização de radiofrequência, impedindo a importação desses dispositivos.
De acordo com o comunicado, a medida replica a restrição aplicada a drones estrangeiros em dezembro de 2025. A FCC classifica os equipamentos como “risco inaceitável” para a segurança nacional e para a infraestrutura crítica do país.
Proibição de roteadores estrangeiros entra em vigor nos EUA
A lista de equipamentos cobertos (“Covered List”) foi ampliada e agora inclui todos os roteadores destinados a uso residencial, conforme definição do relatório interno NIST 8425A. Embora o uso de dispositivos já comprados continue permitido, novos modelos importados deixam de ser autorizados automaticamente.
Para continuar vendendo no mercado norte-americano, fabricantes terão duas alternativas: obter uma aprovação condicional enquanto transferem a produção para fábricas nos EUA ou abandonar futuras linhas de consumo no país, repetindo o caminho adotado pela DJI no segmento de drones.
Em sua determinação de segurança, a FCC afirma que “permitir que roteadores produzidos no exterior dominem o mercado cria riscos econômicos, cibernéticos e de segurança nacional”. O documento menciona ainda que equipamentos fabricados fora dos EUA teriam sido utilizados nos ataques cibernéticos Volt, Flax e Salt Typhoon, que afetaram setores de comunicação, energia, transporte e abastecimento de água.
Apesar da ênfase na produção doméstica, especialistas lembram que vulnerabilidades já foram identificadas em roteadores de marcas norte-americanas, como Cisco e Netgear, quando deixaram de receber atualizações de segurança. A própria FCC não detalhou como a simples mudança de país de montagem reduziria esses riscos.
Um caso emblemático é a chinesa TP-Link, líder de mercado nos Estados Unidos. Desde 2022, a empresa tenta se distanciar da matriz chinesa, abrindo sede global na Califórnia em 2024 e, em 2025, processando a concorrente Netgear por alegações de interferência governamental. Mesmo assim, seus novos produtos também ficam sujeitos ao veto.
Segundo nota pública da FCC, a orientação poderá ser revista caso fabricantes comprovem conformidade e garantam a produção on-shore. Até lá, consumidores norte-americanos devem conviver com menor oferta e possível alta de preços em equipamentos de rede doméstica.
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Crédito da imagem: Antonio G. Di Benedetto / The Verge
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