Mark Zuckerberg no tribunal defende filtros do Instagram

Mark Zuckerberg no tribunal defende filtros do Instagram. O CEO da Meta testemunhou por cerca de oito horas em Los Angeles, respondendo a perguntas sobre decisões de segurança nas redes sociais da empresa.

Zuckerberg entrou no tribunal acompanhado por funcionários usando óculos inteligentes Ray-Ban da Meta e passou por um grupo de pais que culpam as plataformas pelos problemas de saúde mental dos filhos. A audiência integra um processo movido por K.G.M., jovem de 20 anos que alega ter desenvolvido compulsão e distúrbios psicológicos após usar aplicativos da Meta e do Google.

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Mark Zuckerberg no tribunal defende filtros do Instagram

Durante o interrogatório conduzido pelo advogado Mark Lanier, conhecido pelo estilo carismático, Zuckerberg foi confrontado sobre supostas contradições entre declarações públicas e documentos internos que sugerem a importância de conquistar usuários cada vez mais jovens. O executivo negou responsabilidade direta por danos e afirmou que a companhia busca equilibrar liberdade de expressão e segurança.

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Debate sobre filtros de beleza e saúde mental

O ponto mais tenso envolveu a decisão de 2019 de retirar o bloqueio temporário a filtros de realidade aumentada que simulam cirurgias plásticas. Zuckerberg disse ter revisado estudos sobre bem-estar antes de optar pela liberação parcial: “Não havia evidência convincente de dano que justificasse restringir a expressão dos usuários”, declarou. Filtros que exibiam linhas de “nip and tuck” continuaram vetados e o Instagram não passou a recomendá-los.

Lanier sugeriu que a Meta priorizou tempo de uso em detrimento da saúde dos jovens, mas Zuckerberg rebateu, afirmando que a empresa “vem mudando a métrica interna para valor entregue ao usuário, mesmo que isso reduza engajamento de curto prazo”. Questionado sobre formação acadêmica para avaliar dados de saúde, admitiu: “Não tenho diploma universitário em nada”.

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Próximos passos do julgamento

A audiência marcou o fim da segunda semana de um julgamento previsto para durar pelo menos seis. Ex-funcionários críticos às políticas para adolescentes e executivos do YouTube, também réu no processo, devem depor em breve. Pais presentes afirmaram à imprensa que o testemu­nho não trouxe grandes novidades, mas esperam sensibilizar o CEO pela presença constante no plenário.

Mais detalhes do depoimento podem ser conferidos na reportagem do The Verge, que acompanha todo o caso.

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Crédito da imagem: Cath Virginia / The Verge, Getty Images

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