Live Nation puniu Barclays Center ao tirar Billie Eilish?

Live Nation puniu Barclays Center ao tirar Billie Eilish? A suspeita de que a gigante do entretenimento retaliou a arena de Brooklyn ganhou força após depoimentos no julgamento antitruste que opõe o Departamento de Justiça dos EUA à Live Nation-Ticketmaster.

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Em audiências realizadas em Manhattan, executivos relataram que a redução drástica de shows promovidos pela Live Nation começou logo depois de o Barclays Center trocar o sistema de bilhetagem da Ticketmaster pelo SeatGeek, em outubro de 2021. Entre as atrações desviadas estaria a cantora Billie Eilish, que optou por se apresentar no recém-inaugurado UBS Arena, em Queens.

Live Nation puniu Barclays Center ao tirar Billie Eilish?

John Abbamondi, então CEO da BSE Global, controladora do Barclays Center, contou ao júri que o CEO da Live Nation, Michael Rapino, reagiu com irritação quando soube da mudança de plataforma. Gravações reproduzidas no tribunal mostram Rapino mencionando a concorrência do UBS Arena, o que Abbamondi interpretou como ameaça velada: se a Ticketmaster fosse “cortada”, a promotora poderia realocar shows lucrativos.

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Segundo o executivo, a previsão se concretizou. Poucos meses após o início do contrato com o SeatGeek, o calendário da casa perdeu vários eventos da Live Nation, enquanto outros promotores mantiveram ritmo quase normal. No mesmo período, a turnê de retorno de Billie Eilish passou longe do Barclays, apesar de a cantora ter histórico de apresentações ali antes da pandemia.

Casos semelhantes foram citados por Mitch Helgerson, diretor de receitas do Minnesota Wild, que administra o Xcel Energy Center. Ele afirmou ter recebido avisos de que shows poderiam migrar para a vizinha Target Center se a arena adotasse o SeatGeek, mesmo com proposta financeira mais vantajosa. O medo de perder concertos “catastroficamente” pesou para manter a Ticketmaster.

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A defesa da Live Nation rebateu apontando riscos técnicos de migrar sistemas, suposta extensão contratual por causa da covid-19 e laços pessoais de Abbamondi com os fundadores do SeatGeek. O júri decidirá se as condutas configuram abuso monopolista e se a companhia deve ser dividida, como pede o governo norte-americano. Detalhes do processo podem ser consultados no site oficial do Departamento de Justiça dos EUA.

Se confirmada a retaliação, o caso pode redefinir a relação de poder entre promotores e arenas, impactando fãs e artistas que dependem de bilhetes mais acessíveis e transparência na venda de ingressos.

Para acompanhar esta e outras coberturas sobre tecnologia e mercado de entretenimento, visite a página principal da Eletronic Planet e continue informado.

Image: The Verge

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