Toyota Highlander EV 2027: Como o powertrain de 95,8 kWh redefine a categoria dos SUVs elétricos de três fileiras

Palavra-chave principal: Toyota Highlander EV 2027
A Toyota Highlander EV 2027 chega como a primeira aposta de três fileiras totalmente elétrica da marca no mercado norte-americano. Mais que um simples “Highlander eletrificado”, o modelo inaugura a produção de veículos a bateria em Georgetown, Kentucky, adicionando 320 milhas de autonomia homologada em ciclo EPA, 338 hp e arquitetura de 800 V em um dos segmentos mais exigentes em termos de densidade energética e gerenciamento térmico: o SUV familiar.
- Desempenho e Arquitetura do Powertrain da Toyota Highlander EV 2027
- Bateria, Eficiência Energética e Gestão Térmica da Toyota Highlander EV 2027
- Plataforma, Dimensões e Dinâmica de Chassi na Toyota Highlander EV 2027
- Conectividade, Infotenimento e Atualizações OTA
- Capacidade de Carga Bidirecional e Infraestrutura de Recarga
- Segurança Ativa, Sensores e Assistentes ADAS
- Conclusão e Próximo Salto Tecnológico
Desempenho e Arquitetura do Powertrain da Toyota Highlander EV 2027
No coração da nova Toyota Highlander EV 2027 está um conjunto duplo de motores síncronos de ímã permanente com controle vetorial de torque. Na versão AWD Limited, cada eixo recebe um atuador elétrico individual, resultando em potência combinada de 338 hp (aprox. 252 kW) e 323 lb-ft (438 N·m) de torque instantâneo.
O sistema emprega inversores de carbeto de silício (SiC) de terceira geração, reduzindo perdas de comutação em cerca de 30 % quando comparado às unidades de silício utilizadas no bZ4X. A frequência de chaveamento, ajustável até 20 kHz, garante modulação senoidal mais fina, minimizando ruído acústico e vibrações no conjunto motriz. Para os consumidores, isso se traduz em aceleração linear, sem o efeito “ponto morto virtual” observado em alguns SUVs pesados de uma geração atrás.
Na configuração XLE FWD, um único motor dianteiro entrega 221 hp e 198 lb-ft. A ausência de eixo cardã libera espaço para um assoalho traseiro mais baixo, contribuindo para 45 pés cúbicos de área de carga com a terceira fileira rebatida.
Bateria, Eficiência Energética e Gestão Térmica da Toyota Highlander EV 2027
A Toyota oferece dois packs: 77 kWh líquidos (aprox. 82 kWh brutos) e 95,8 kWh líquidos (cerca de 102 kWh brutos). Ambos utilizam células prismáticas NCM 811 fornecidas pela Panasonic Energy, empilhadas em módulos de 12 células e operando em 800 V. Essa tensão superior à de rivais diretos — Kia EV9 trabalha em 697 V, por exemplo — reduz a corrente necessária para a mesma potência, permitindo cablagem mais fina e menor dissipação ohmica.
A densidade gravimétrica atinge 260 Wh/kg no módulo, graças à incorporação de separadores de polímero cerâmico e ânodo com maior teor de silício. Para manter esta química sob controle, a Highlander EV 2027 estreia o T-ThermaLoop, um circuito de refrigeração indireta com placas de alumínio extrudado que distribui etileno-glicol por baixo de cada módulo. Sensores PT1000 monitoram diferenças de até 0,1 °C, acionando uma bomba de calor reversível que também é usada para climatizar a cabine a partir de 2 °C externos, consumindo até 35 % menos energia que um compressor resistivo tradicional.
Com coeficiente aerodinâmico (Cd) de 0,29 — excelente para um SUV de 198,8 pol (5,05 m) — a eficiência combinada fica em 2,9 mi/kWh na versão AWD e até 3,3 mi/kWh na FWD. Em tradução prática, o usuário gasta cerca de 29 kWh para percorrer 100 milhas em ciclo misto.
Plataforma, Dimensões e Dinâmica de Chassi na Toyota Highlander EV 2027
A plataforma e-TNGA-L pode parecer uma evolução direta da base usada no bZ4X, mas recebe longarinas de aço de ultra-alta resistência (1.500 MPa) reforçadas por honeycomb de alumínio extrudado em pontos de impacto lateral. O entre-eixos de 120,1 pol (3.051 mm) possibilita o “piso de cinema”: a segunda fileira fica 46 mm mais alta que a dianteira, garantindo visibilidade sem penalizar a altura interna, graças ao pack de apenas 110 mm de espessura.
Nas suspensões, braços multilink traseiros em liga 6000 recebem buchas hidráulicas, reduzindo NVH em 15 %. A calibração eletrônica da rigidez de amortecimento, via válvulas solenóide de resposta de 2 ms, conversa com o controle de estabilidade VSC para limitar rolagem a 2,8 °. O resultado é um veículo de 2.540 kg (AWD grande bateria) que ainda oferece raio de giro de 5,9 m, superando o Rivian R1S.
Conectividade, Infotenimento e Atualizações OTA
Com modem AT&T 5G NR Sub-6 integrado, a Toyota Highlander EV 2027 atinge até 2 Gb/s teóricos para downloads OTA do software de tração e do Toyota Audio Multimedia 14”. A GPU do head-unit é uma Qualcomm Snapdragon Cockpit SA8155P, com processo de 7 nm e NPU de 8 TOPS dedicados ao reconhecimento “Hey Toyota”.
O cluster de 12,3” utiliza painel TFT-LCD IPS de 1.000 nits, garantindo legibilidade mesmo sob o maior teto panorâmico fixo já instalado em um Toyota — 1,34 m² de vidro laminado com filtro UV 99 %. Dois canais Bluetooth 5.4 LE Audio permitem fluxo de áudio independente para passageiros, enquanto Wi-Fi 6E hospeda até 10 dispositivos a 6 GHz. Para quem trabalha no carro, há três portas USB-C PD3.1 de 60 W, possibilitando recarga de notebooks a 20 V/3 A.
Capacidade de Carga Bidirecional e Infraestrutura de Recarga
Estreando porta NACS (North American Charging Standard), a Highlander EV 2027 conversa nativamente com Superchargers V4 em 350 kW. Em condições ideais — pack entre 15 °C e 35 °C, 10 % → 80 % SOC — a curva de carregamento mantém 270 kW até 46 % de carga, levando 30 min. A pré-condição é automática quando o usuário insere um ponto DCFC no sistema de navegação, mas também pode ser acionada manualmente via app Toyota Smart Connect.
Para AC, o carregador interno de 11 kW trifásico completa 0 % → 100 % em 9 h (pack grande) numa tomada J1772 48 A/240 V. O cabo portátil incluso alterna entre 120 V/12 A e 240 V/32 A, conveniente para quem faz carga de oportunidade em chalés ou campings.
O novo módulo Vehicle-to-Load (V2L) oferece 3,6 kW contínuos a 120 V e picos de 5 kW para partida de motores. A bidirecionalidade completa (Vehicle-to-Home) alcança 9,6 kW, mas exige Wallbox certificada UL 9741, cujo lançamento foi prometido para 2027.
Segurança Ativa, Sensores e Assistentes ADAS
A Toyota Safety Sense 4.0 ganha Lidar frontal de estado sólido com 120 ° de campo de visão e 200 m de alcance, complementando três radares mmWave de 77 GHz e oito câmeras Full HD. O processador de fusão é um Renesas R-Car V4H (16 TOPS), capaz de prever trajetórias a 40 Hz. Funções como mudança de faixa assistida e controle de cruzeiro adaptativo até 0 km/h são padrão.
O capô utiliza estrutura ativa que eleva 70 mm em milissegundos para mitigar impacto com pedestres, enquanto 10 airbags, incluindo central entre os assentos dianteiros, completam a proteção passiva.
Conclusão e Próximo Salto Tecnológico
A Toyota Highlander EV 2027 não é apenas uma adaptação elétrica de um nome conhecido; ela representa um projeto de engenharia voltado a maximizar densidade energética, reduzir perdas elétricas e entregar usabilidade familiar — terceira fileira, reboque de 2.700 lb com modo Tow, bidirecionalidade e integração NACS. Quando os preços forem anunciados, espera-se posicionamento entre US$ 55 k (XLE FWD) e US$ 69 k (Limited AWD 95,8 kWh), colocando o modelo em linha com Kia EV9 e Hyundai Ioniq 9, porém com vantagem de fabricação nacional para créditos IRA.
O próximo grande passo anunciado pela engenharia da Toyota é a adoção de células de estado semi-sólido com 400 Wh/kg na segunda metade da década, potencialmente elevando a Highlander para 450 milhas de alcance sem aumento de massa. Até lá, o conjunto aqui detalhado já coloca o SUV japonês numa posição de protagonismo técnico em um mercado cada vez mais competitivo.
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