Pete Hegseth confronta imprensa em briefing no Pentágono

Pete Hegseth Pentágono — O secretário de Defesa dirigiu um inflamado briefing nesta sexta-feira 13, 13º dia da guerra surpresa dos Estados Unidos contra o Irã, transformando a sala de imprensa do Pentágono em palco de tensão entre jornalistas veteranos e novatos alinhados ao governo.
Proibidos de circular sem escolta e até de buscar café, repórteres experientes de NBC, ABC, The Wall Street Journal e The New York Times voltaram ao prédio pela primeira vez desde outubro, quando toda a antiga bancada renunciou após Hegseth impor veto a qualquer informação não aprovada por ele.
Pete Hegseth confronta imprensa em briefing no Pentágono
Na primeira fila, meios batizados por Hegseth como “imprensa patriótica” — One America News, Gateway Pundit, The Daily Wire e outros — ocuparam os lugares de destaque, enquanto os veteranos ficaram relegados ao fundo. Logo na abertura, o secretário atacou manchetes que classificou como “alarmistas”, sugerindo que banners de TV deveriam dizer “Irã cada vez mais desesperado”.
Durante a coletiva, o chefe do Pentágono omitiu a colisão de dois aviões norte-americanos na véspera e minimizou notícias de minas iranianas no Estreito de Ormuz, onde o petróleo já chegava a US$ 100 o barril, 40 % acima do preço anterior ao conflito. Questionado pelo repórter Michael Gordon, do The Wall Street Journal, sobre as 440 quilos de urânio altamente enriquecido em poder de Teerã, Hegseth respondeu vagamente que “todas as opções estão sobre a mesa”.
Os ataques verbais se intensificaram quando profissionais da grande mídia cobraram planos concretos para escoltar navios na rota estratégica. “A imprensa quer pintar o quadro de um caos crescente”, rebateu o secretário, afirmando que as Forças Armadas conduzem “operações de moldagem” para atingir objetivos sem ampliar o conflito.
Nem mesmo veículos tradicionalmente favoráveis ao governo pouparam o porta-voz. Um repórter da primeira fila citou críticas do comentarista Tucker Carlson, que chamou a guerra de “nojenta e perversa”, obrigando Hegseth a se esquivar: “Estamos executando uma missão há 47 anos esperada pelos americanos patriotas”.
A coletiva terminou sob clima de frustração mútua. Jornalistas jovens saíram sem respostas claras; veteranos, sem chance de aprofundar perguntas técnicas. Para observadores, ficou evidente a priorização de performance midiática sobre prestação de contas em plena escalada militar.
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Crédito da imagem: Cath Virginia / The Verge, Getty Images
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