Highguard: novo shooter 3v3 chega a PS5, Xbox e Steam com conceito de raid e desafio aos gigantes

Highguard acaba de ser disponibilizado para PlayStation 5, Xbox Series e Steam, marcando a primeira investida do estúdio Wildlight Entertainment no mercado de shooters online. Com partidas 3 v 3, ambientação de fantasia e um sistema que mescla elementos de jogos de tiro em primeira pessoa com dinâmica de MOBA, o lançamento se posiciona como mais um concorrente em um espaço já dominado por nomes como Fortnite, Counter-Strike e Call of Duty. A seguir, um mergulho nos fatos que cercam o título, seus diferenciais e os desafios que o aguardam.

Índice

Highguard: definição, plataformas e estrutura básica

O ponto de partida para compreender Highguard é a sua proposta fundamental: um shooter competitivo em equipes reduzidas, disponível sem custo inicial em três frentes — PS5, Xbox e PC via Steam. As partidas colocam duas esquadras de três jogadores em um confronto que envolve defesa de base, coleta de equipamentos em cofres espalhados pelo cenário e execução de objetivos ofensivos para eliminar o quartel-general adversário. O estúdio descreve a obra como “raid shooter”, rótulo que remete a incursões táticas e sucessivas camadas de objetivos, mas que na prática aproxima o jogo de um cruzamento entre FPS tradicional e a lógica de MOBAs, como League of Legends, ainda que em escala bem menor.

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Mecânicas centrais de Highguard e a proposta de “raid shooter”

O ciclo de partida combina três frentes de ação. Primeiro, buscar melhor equipamento em cofres distribuídos em mapas consideravelmente amplos; segundo, proteger a própria base, onde eventuais bombas podem ser plantadas pela equipe inimiga; por fim, avançar contra a estrutura rival. Entre cada uma dessas fases, a tomada de decisão é acelerada por tiroteios frenéticos, dignos da escola de design de Titanfall — não por acaso, franquia de procedência de parte da equipe de Wildlight. O controle de personagem inclui movimentação fluida e uso de um sistema de heróis, cada um com habilidades definitivas comparáveis aos “ultimates” popularizados por Overwatch. A presença de montarias, entre elas um urso que pode ser cavalgado, é a solução encontrada para abreviar deslocamentos em terrenos extensos.

Experiência de jogo: ritmo, mapa e heróis de Highguard

Nos minutos iniciais de cada confronto, o ritmo desacelera. Com apenas três jogadores por lado e arenas grandes, os usuários passam tempo significativo vasculhando ambientes quase vazios atrás de armaduras ou armas superiores. Esse compasso inicial contrasta de forma brusca com os embates que surgem quando uma das equipes tenta armar explosivos na base oposta. Nessas ocasiões, o design de habilidade dos heróis ganha destaque: ultimates ofensivos podem demolir barricadas, enquanto poderes defensivos possibilitam salvar a construção nos segundos finais. É exatamente no ápice desses duelos que, segundo relatos de quem já testou o título, o potencial de tensão e recompensa de Highguard se revela.

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Comparação de Highguard com Fortnite e outros competidores consolidados

Para se firmar, Highguard precisa apresentar um gancho claro — lição extraída de iniciativas prévias no gênero. Fortnite transformou a construção de estruturas em marca registrada; Valorant introduziu agentes com habilidades de “hero shooter” em um modelo de tiro tático; Apex Legends, vindo dos mesmos veteranos que hoje compõem a Wildlight, destacou-se pela mobilidade e pelo sistema de ping contextual. Já Battlefield 6 conquistou espaço recente graças à força de sua marca, enquanto Helldivers 2 e Counter-Strike mantêm bases fiéis por entrega consistente de jogabilidade específica. Em contraposição, fracassos como Anthem, Spectre Divide, XDefiant e Spellbreak ilustram o custo de depender apenas de conceitos curiosos, sem profundidade suficiente para sustentar comunidades ativas.

Nesse cenário, o diferencial de Highguard reside justamente na fusão de formatos: 3 v 3, heróis com ultimates, ciclo de raid e montarias. O desafio é comunicar essa mistura de forma compreensível, pois, ainda que diferenciada, a ideia pode parecer abstrata para quem busca experiência “pick-up-and-play” ao estilo Fortnite.

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O estúdio Wildlight Entertainment e o legado de Apex Legends e Titanfall

Wildlight Entertainment surge como nova força desenvolvedora, mas traz no quadro criativo nomes que trabalharam em Apex Legends, Titanfall e Call of Duty. De Apex, herda o conhecimento de design de personagens com habilidades que impactam o fluxo de combate; de Titanfall, carrega a expertise em movimentação ágil, percepção de verticalidade e gunplay polido; de Call of Duty, absorve o exercício de balancear armas de forma a recompensar habilidade sem sacrificar acessibilidade. Essa combinação ajuda a explicar a qualidade técnica apontada nos primeiros testes de Highguard, principalmente no disparo das armas e na responsividade dos controles.

A composição de talentos, no entanto, não garante êxito a longo prazo. O histórico recente mostra que equipes formadas por veteranos conseguem atenção inicial, mas a retenção depende de atualização constante, equilíbrio de conteúdo e, sobretudo, de uma comunidade engajada. Os próprios profissionais que hoje constituem a Wildlight testemunharam o ciclo de ascensão de Apex Legends, que se estabilizou entre jogos medianamente grandes, consolidando base “saudável”, embora sem alcançar a escala de Fortnite.

Desafios para a sobrevivência de Highguard em um mercado lotado

Além da clareza conceitual, Highguard enfrenta outros obstáculos. O primeiro é o tamanho reduzido das equipes de jogadores, que, embora favoreça a coordenação, pode aumentar espera em matchmaking se a base não crescer rapidamente. O segundo é a amplitude dos mapas: se a progressão entre cofres for considerada lenta demais, o risco é afastar usuários que buscam ação imediata. O terceiro ponto é a própria categoria de “free-to-play”, onde a exigência por atualizações frequentes, balanceamento de heróis e adição de novos conteúdos torna-se praticamente obrigatória para evitar migração da comunidade.

Casos recentes reforçam essa lógica. Concord, que falhou em estabelecer identidade clara, foi encerrado poucos meses após a chegada ao mercado; Spectre Divide, mesmo com proposta de controle de dois corpos simultâneos, não traduziu o conceito em jogabilidade coesa; e XDefiant, apesar de franquias conhecidas em seu universo, não converteu interesse inicial em engajamento sustentável. Todos ilustram como a expectativa em torno do “próximo grande shooter” é frequentemente maior que a permanência resultante.

Perspectivas imediatas e próximos passos para Highguard

No curto prazo, a trajetória de Highguard dependerá da recepção nas primeiras semanas pós-lançamento e da capacidade de Wildlight em responder a feedbacks. Equilíbrio de heróis, ajustes de ritmo de partida e possíveis modificações na velocidade de coleta de itens figuram entre as demandas mais prováveis. Como o jogo foi anunciado no palco de The Game Awards no mês anterior, a visibilidade inicial está garantida; manter a atenção, porém, exigirá transparência nas atualizações e cronograma claro de novos conteúdos.

Enquanto isso, jogadores interessados em experiências híbridas de tiro e estratégia podem aproveitar o momento de novidade para testar a proposta. A probabilidade estatística de um novo shooter alcançar escala massiva é baixa, mas, conforme demonstrado por títulos medianamente bem-sucedidos como Helldivers 2 e Valorant, existe espaço para projetos que encontrem público fiel, mesmo sem figurar no topo absoluto de popularidade.

Com essas premissas, Highguard inicia sua jornada no segmento mais competitivo dos videogames contemporâneos, onde inovação, clareza de propósito e sustentação de comunidade serão parâmetros decisivos nos próximos meses.

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